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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Mulheres que precisam ser aceitas

Muitas pensam que têm de ser capaz em todas as áreas da vida
Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal.com


A mais bonita, a mais rica, a mais inteligente, aquela que tem a casa melhor, o marido mais carinhoso. Quem nunca se deparou com uma mulher que agia e falava como se tudo dela fosse melhor?
Para a psicóloga Izabel Santa Clara, as mulheres agem desta forma para satisfazer seus egos, mas principalmente como uma necessidade de serem aceitas. “Essa necessidade de mostrar-se melhor é comum ao ser humano, porém, a nossa cultura favorece essa rivalidade entre as mulheres. Pessoas mais bonitas, mais magras, mais inteligentes são mais gratificadas e mais aceitas no mundo de hoje e isso é confirmado através daquilo que eu tenho e que posso mostrar.”
Outro motivo é a obrigação que a mulher pensa que tem de ser capaz em todas as áreas da sua vida. “A mulher tem que provar o quanto é boa como mãe, esposa, profissional, então, de umas décadas pra cá essa disputa foi mais acirrada”, esclarece mais a psicóloga.
A mulher também possui uma busca incessante pela segurança, por aquilo capaz de deixá-la mais confiante. “Por mais que o discurso seja de que o mais importante é você se sentir segura internamente, a maioria das mulheres busca essa segurança através daquilo que elas têm e podem demonstrar, causando a inveja das outras”, explica Izabel.
Mas, engana-se quem pensa que não há mal em agir desta forma. “Essa necessidade pode, inclusive, ser motivo de doença. Se a mulher só consegue ver valor naquilo que tem e necessita ter para se sentir bem, se sentir aceita e amada, ela vai viver em função daquilo que o outro quer e ninguém consegue satisfazer o outro em tudo, e se frustrará”, alerta ela.
Elizabete também ressalta outras consequencias. “Esta competição pode se tornar uma necessidade e causar irritação, diminuição da autoestima e sofrimento por não obter êxito na sua empreitada e, diante de uma vitória da sua ‘rival’, compensar com gastos exagerados, alianças destrutivas e muitas vezes acordos e estratégias dissimuladas para chegar onde quer.”
O problema também está na convivência com uma mulher com estas características. Segundo a psicóloga, nada adianta apontar isso pra ela. “Geralmente esses conflitos externos estão a serviço de algo inconsciente que vem para compensar, na maioria das vezes, um sentimento de inferioridade, ou questões familiares mal resolvidas.”
Por isso, de acordo com Izabel, o melhor a fazer é se afastar de mulheres assim. “A melhor forma de lidar com mulheres muito competitivas é se afastando. Se é uma colega de trabalho, o ideal é abordar somente assuntos profissionais, sem se aprofundar muito.”
Se não for possível este afastamento, é necessário manter a consciência de como ela age, para conseguir ter um mínimo de relacionamento. “Ajuda muito saber a forma como ela funciona, porque despotencializa o poder que ela acredita ter e passa a vê-la como alguém que necessita de ajuda e não mais só como uma pessoa invejosa”, finaliza Izabel.

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